Marcos Sari

De nuvem
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Caros colegas residentes, como não pude estar aí com vocês, envio este texto e essa imagem feitos com a cabeça na nuvem...

Muita luz, sonhos e alegrias aí em cima!

Abraços,

Marcos


Jan 2013 POA.jpg

Rio deságua mar foi então que sonhei nuvem predileta paisagem de se estar perto do céu com os pés muito suspensos em sono profundo alegrias viverei na bem quando pois se foram anos que passaram na desterra semeada outrora pelo verde do meu Brasil anteontem não nasci mas já algo de gente pequeno seja a construção no açoite do sofrimento de gás temos apetite para viver mais e melhor e há de haver o outro ao menos em pensamento para que a troca se dê de onde não saiu nada ontem amanhã será o dia que são nunca apareceu em azulejos roseados brancos e de louça para a benção parcial gotejei no parquet da ilusão o moderno quase perdido para construções não contribuem bem estar social nem estético de uma civilização que declinou mas no samba há de haver a glória de Pelé e o santo guerreiro que luta mil batalhas par a suspirar um dia no leito a mulher amada sangrada sacia o desejo que enquadre não cabe coração ao vento ao pé da serra currado não esquecido flamejante de céu e estrelas pois sois o sol matungo de areia a trilhar caminhos beges, claros, laranjal e infinito enquanto for pra chegar onde não estivemos antes, ontem, domingo carnaval no pau de cada dia a enxaqueca civilizada remédios a cólera aceita porque não dizer jogo jogado sujo bonito belas as luzes de uma manhã que tardou aconteceu naquele instante vago fugaz incerto sujeito se transborda em lares de outros aqueles que comeram o naco do resto cachorro arco-íris na praia sinal de ano ímpar para os outros que passaram alternando o epilético estado de não dormir em madrugadas suadas lençol rosa também está e o esquilo se move enquanto profundo baleia faz sons só o que tem pra dar aos filhotes esguicho d’água deleite de muitos num filme sala escura se passam mãos entrelaçam um mundo inteiro segundo e depois aquilo é pra sempre algum lugar que ficou o AP chique com vassoura, a porta, o trampo, o galo, a crista, a onda, a doença, estado de estar movimento nunca paramos pra ouvir o silêncio que escutei no ouvido do cego chorado alegre fatia rocambole lustrou faxineira passa o cheque a frente no verso correnteza que ta mais longe depois de esforço quando apareço é o fim da tarde água marrom Atlântida nasci é certo não lembrar já que fomos um dia serei luz o espaço sideral águas brancas, brandas, nuvens, jovens a voar, voar o ar.