Bioconstrução - Grupo Fora (Bruna Maresch, Camila Argenta e Gabriel Scapinelli-Brasil)

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Sem Vocês Nada Seria

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Bruna Maria Eduardo Gonçalves Dias Camila Argenta Annaline Curado Javier Cruz Oswaldo Peña Ortiz Gabriel Scapinelli


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Prateleiras do Pavão

A proposta de trabalho a ser realizada durante a residência em Visconde de Mauá consiste na criação de estruturas orgânico-vegetais a partir de técnicas de bio-construção, formando praças ajardinadas inspiradas em um estudo de elementos animais/vegetais da região. Da mesma forma, criar dispositivos de compartilhamento destes espaços, tornados sensíveis, a partir de tecnologias móveis.

LUA CHEIA

Serra da Mantiqueira: a montanha que chora

Encontramo-nos em uma área preservada na serra da Mantiqueira chamada vale do pavão. O local apresenta uma vegetação exuberante recortada por caminhos que acompanham os leitos dos rios. O caminho do rio, nesse sentido, pode ser pensado como um registro das experiências humanas. O vale do pavão fica entre a vila de Mauá e Maringá, próximo à divisa dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Referencias locais: cultura caipira, casa de pau-a-pique.


Passeio Coleta

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LUA MINGUANTE

Seleção de uma área residual no vale do pavão: as prateleiras do pavão

As prateleiras do pavão tratam-se de uma área residual localizada na entrada do vale do pavão. O terreno caracteriza-se pela presença de erosão e pedras, provavelmente provenientes da abertura do caminho do pavão, além de acúmulo de entulhos, posteriormente depositados no local. Trata-se, enfim, de uma deformidade no relevo visivelmente introduzida pela máquina. Metaforicamente, poderia-se pensar na própria estrada que se abriu, como uma imagem para a chegada do progresso/ do projeto moderno na região. Podemos, então enumerar as seguintes características que nos chamam a atenção:

- erosão - acúmulo de detritos formando depósitos de materiais - o vestígio da passagem das máquinas - a desolação como marco para uma outra cultura

A aridez da área parece representar o esgotamento de um ciclo de vida, o que, no caso, pode representar a possibilidade da sua renovação ao reconhecermos o poder evocativo da ruína / acúmulo / rejeito. No caso, o trabalho está em provocar a percepção sobre estes espaços, e considerá-las esteticamente, como modo de compreender as áreas residuais, pelo poder com que evocam tanto o processo de devastação humana, o tempo histórico, quanto os processos de transformação geológicas, isto é, o tempo arqueológico e o tempo biológico.

Dispositivos

Cultivo

Trabalho de intervenção na paisagem realizado diretamente sobre matéria orgânica. A técnica utilizada também é conhecida como canteiro de munch. A montanha de entulho foi espalhada, formando a superfície do canteiro. Sobre ele foi espalhada matéria orgânica recolhida no percurso Nuvem-terreno (esterco, folhas secas, cascas, terra, galhos, cinzas). Após foram jogadas sementes de abóbora, girassol, gergelim, capim limão e abacaxi.


Morro de Entulho

Canteiro


Caminho

Caminho

Um caminho formado de azulejos que se encontravam no local, que conectam o canteiro a um solaris. A introdução de um percurso no espaço pode ser pensada como um convite a perceber o jardim e, paralelamente, um convite a uma viagem interior. O próprio conceito de metáfora pode ser concebido como uma experiência de travessia, travessia que vai de uma pessoa a outra, uma experiência, a outra.


Solares

Trata-se de um dispositivo de jardim feito a partir de uma estrutura de bambu. É uma espécie de folie. A palavra folie significa disparate, loucura; também pode ser entendido como algo oposto à razão. São construções que permitem aproximar arquitetura e escultura. São elementos arquitetônicos carentes de funcionalidade como labirintos, torres, portais, pontes. São dispositivos que convidam o visitante do jardim a observar a paisagem e extravasar a imaginação. O desenho do solares partiu de um trabalho colaborativo, o que pode ser visualizado na sua própria estrutura, isto é, seu desenho dá testemunho do processo colaborativo com que foi feito. Se pensarmos que toda ação de desenhar é uma referencia a nós mesmos, enquanto desenhamos, esclarecendo a própria consciência, num processo análogo ao pensamento, o desenho no espaço criado coletivamente, por sua vez, é o desenho de um estado coletivo de consciência, que corresponde à possibilidade de compartilhar estes espaços, como também de identificar-nos com os espaços que habitamos. Pode-se pensar o solares como um sistema de irrigação de poder; uma forma de extrair força do espaço antes estéril, capaz de conectar, no imaginário, o homem consigo próprio e com o território, e tornar esta experiência coletiva.


Projeto
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Amarra
Terra planagem
Portal


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LUA NOVA

Lua nova

Nova das pernas

Pernas que enxergam

Acima de muros e além de cercas

Pernas que caminham

E mãos que trabalham.

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Fotonovela Solaris, o mistério do Pavão

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