Filipe Borba

De nuvem
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BiciCaramujo

Resumo

A ideia é produzir uma bicicleta que também possa gerar energia e assim realizarmos intervenções artísticas com autonomia energética, de modo que a energia seja gerada durante a própria realização das ações.


A autonomia de energia e a mobilidade proporcionada pela bicicleta possibilitarão intervenções em diversos locais. Através de mobilização da comunidade poderemos realizar intervenções ciclísticas em comunidades próximas utilizando a BiciCaramujo como um atrativo mobilizador e ajudando a levantar debates sobre mobilidade, energia limpa, tecnologia criativa e sustentabilidade.


Projeto inicial

Mesmo sendo um veículo criado a anos atrás, quando falamos em transporte sustentável o que ainda nos vem em mente é a bicicleta. Por mais que tenham desenvolvido a tecnologia dos carros esta tem sido desenvolvida de maneira não sustentável, uma vez que os carros correm cada vez mais gerando maiores riscos de atropelamentos e são sinônimos de um estilo de vida individualista e consumista. Isso sem falar na emissão de gases na atmosfera dentre outros malefícios.

BiciCaramujo será um projeto que ajudará a desenvolver ainda mais a ideia da bicicleta como meio de transporte sustentável. Acoplaremos a ela mais funções do que apenas o transporte de pessoas e equipamentos. A ideia é de que a bicicleta também seja responsável pela autonomia energética de intervenções artísticas. Bici de bicicleta e Caramujo pois ela carregará a “casa” ou no caso equipamentos necessários para intervenção, além de gerar energia.

Atualmente já possuo uma bicicleta de carga na qual consigo carregar inúmeros equipamentos e realizar ações em locais diversos, porém com a limitação da carga de baterias ou dependendo de fontes de energia. Durante o período de residência pretendo aprofundar o estudo sobre formas de produção de energia elétrica a partir da energia mecânica da bicicleta.

A ideia é produzir uma bicicleta que também possa gerar energia e assim realizarmos intervenções artísticas com autonomia energética, de modo que a energia seja gerada durante a própria realização das ações.

Dentre as possibilidades de realizar ações com essa autonomia de energia elétrica podemos enumerar algumas para desenvolver ainda mais a ideia de autonomia com a utilização também de placas arduíno (hardware livre) e softwares livres na realização de intervenções que se apropriem de tecnologias livres para suas realizações.

Exibição de filmes, projeções de imagens e sons. Sensores inteligentes que através de programação adequada possam dar respostas criativas a estímulos aleatórios. Essas são algumas das possibilidades que pretendo desenvolver através da BiciCaramujo: um acúmulo de utilidades baseada em gambiarras adapdatas na bicicleta.

A autonomia de energia e a mobilidade proporcionada pela bicicleta possibilitarão intervenções em diversos locais. Através de mobilização da comunidade poderemos realizar intervenções ciclísticas em comunidades próximas utilizando a BiciCaramujo como um atrativo mobilizador e ajudando a levantar debates sobre mobilidade, energia limpa, tecnologia criativa e sustentabilidade.

Ao final do período de residência teremos não apenas uma bicicleta que realiza intervenções, mas um modelo, o qual será disponibilizado o seu “passo-a-passo” a fim de que possa ser copiado e utilizado por outros para os mais diversos fins.



Texto reflexivo a partir de dinâmicas da primeira visita de desorientação

Apesar de toda a arte em um certo ponto ser política, no projeto BiciCaramujo isto está explícito. As reflexões sobre a geração de energia e a mobilidade são para mim importantes questões que interferem na vida social das pessoas. Por isso considero importantes essas discussões estarem presentes não apenas no campo sócio-político-científico, mas também serem provocadas através da arte. É uma forma de subverter a ciência para um discurso poético.

BiciCaramujo é um protótipo / modelo mas que só se completa com a ação / intervenção. A poética da BiciCaramujo está na interseção arte x vida. O modelo pretendido incorporará não apenas a transformação da energia mecânica das pedaladas mas também a “energia social”. A “fórmula” estará cheia de novas “variáveis” que dependem do contexto onde estará inserida. No contexto da residência artística ou no contexto de Vitória cada “resultado” será diferente assim como as variáveis devem ser diferentes de acordo com a pretensão da ação / intervenção.

Pretendo colher registros do máximo dessas intervenções como forma de analisar / multiplicar / modificar a fórmula que deverá ser sempre aberta ou viva.


Modelo adaptado

Abaixo o modelo encontrado no site [1] para construção de uma bicicleta geradora de energia. A ideia a principio é criar uma adaptação desse modelo de forma a não inutilizar a bicicleta de sua função de locomoção. Aproveitar a energia enquanto a bicicleta se locomove ou pelo menos criar um sistema mais simples e de rápida adaptação entre as funções locomoção / geração de energia.


Erro ao criar miniatura: Não foi possível salvar a miniatura no destino


Bicicleta geradora de energia - Como fazer?

É comum ver pessoas pedalando pela praia, pela praça ou até pelas ruas de seu bairro, isso combate o sedentarismo e traz uma melhor qualidade de vida. Mas, que tal pedalar, no conforto de sua casa, cuidar de sua saúde além de cuidar do planeta e economizar energia elétrica?

Não só é legal, como é possível e você ainda pode gerar energia suficiente para, por exemplo, acender as luzes da sua casa. E agora, eu vou te ensinar como fazer uma bicicleta capaz de gerar energia elétrica.

Do que vamos precisar?

- 1 bateria comum 12V/45A;

- 1 bicicleta comum;

- 1 correia;

- 2 pedaços de madeira: um de 40cm x 25cm e outro de 50cm x 10cm;

- 1 alternador;

- Condutores: Para ligar o alternador a bateria e para ligar a bateria a carga (lâmpadas, cerca elétrica, caixa de força e etc.);

- Porcas e parafusos;


Como fazer?

a) Retire a roda dianteira da bicicleta e o pneu da roda traseira;

b) Faça um furo em uma das extremidades do pedaço de madeira de 40cm e prenda longitudinalmente o garfo da bicicleta com as porcas e os parafusos. Para maior estabilidade, apoie o eixo dos pedais na madeira;

c) Calce o suporte com o outro pedaço de madeira, o de 50cm, deixando-o logo abaixo do garfo traseiro e a uma distância suficiente para que a roda possa girar;

d) Coloque a correia na roda traseira e na polia do alternador, permitindo que a velocidade do pneu seja igual a velocidade da polia;

e) Com os condutores, ligue o alternador à bateria, e a bateria à carga;

f) Ao girar a roda traseira, a correia aciona o alternador que carrega a bateria. Desconecte os condutores que ligam o alternador a bateria, para poder colocá-la em uso;


Dica: Como seria impossível saber a variação da amplitude da tensão, pode-se ainda usar reguladores de tensão simples como Diodos Zener, ou reguladores de três terminais, que tem por finalidade manter a tensão produzida pelo alternador dentro dos limites exigidos pela bateria e/ou pela carga que será alimentada.

Obs.: Quanto maior a capacidade de corrente da bateria, a "amperagem", maior vai ser o armazenamento de energia, e para armazenar mais energia, obviamente, é necessário pedalar por mais tempo.


Modificações no projeto / design proposto:

-Estruturas de bambu para apoiarem a bicicleta, alternador e bateria.

-Tentar substituir a necessidade da correia por atrito entre a roda e o alternador


Materiais a serem utilizados para protótipo BiciCaramujo – Nuvem

-Bicicleta tipo mountain bike com marchas reciclada da garagem da Nuvem

-Alternador de Gol Quadrado adquirido em ferro velho;

-Bateria de carro nova 12 volts / 60 Ah

-Bambus da região



Alternador

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O que é e para que serve o alternador em um automóvel?!

Alternador é a peça usada em um automóvel para gerar energia. Ele é acionado pelo o motor ,através de uma correia sincronizadora (no nosso caso através da bicicleta com correia ou pelo atrito com o pneu). Ao contrário do que muita pessoas imaginam,é o alternador ,e não a bateria ,que alimenta todos os componentes elétricos durante o funcionamento do veículo.e também ele é responsável por recarregar a bateria.

O seu nome é um referencia ao tipo de corrente produzida.Esse produto funciona de acordo com o fundamento da indução eletromagnética. A corrente elétrica fui através do rotor criando uma campo magnético que induz a movimentação dos ELÉTRONS nas bobinas do ESTATOR ,resultando em uma corrente alternada.

Todos os carros operam com corrente contínua ,por isso em alternadores automotivos ,existe a edição de dois componente muito importante: A PLACA RETIFICADORA que transforma a corrente alternada em contínua , e o REGULADOR DE TENÇÃO ,reponsável pelo o controle da tenção. Suas principais funções : CARREGAR A BATERIA , FORNECER ENEGIA ELÉTRICA PARA OS COMPONENTES ELÉTRICOS, E POUPAR ENEGIA ARMAZENADA NA BATERIA.




Principais componentes



Estator

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Tem como função criar corrente elétrica. Os defeito mais comum que ocorrem nos estatorees sãos curtos circuito entre as bobinas e as laminas de aço que impede o mesmo de gerar enégia.



Rotor

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O rotor tem a função de formar uma campo magnético que te como resultado a produção de corrente elétrica.Os defeito mais comum sãos curto circuito entre os fios da bobina.



Placar retificadora

Ela transforma a corrente alternada que é produzida pelo o alternador em corrente contínua que usada para repor a carga da bateria para ser usada outra vez.Seus defeito mais comum : sãos as queimas de diodos.. ocasionando que luz no painel fique acesa ,isso atrapalha o funcionamento do conjunto . neste caso a única solucão é substituir o componente.




Regulador de Tensão

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Sua função é proteger os equipamentos que fazem uso da energia gerada pelo o alternador e controlar a tenção produzida em qualquer regime do motor.Os defeito mais comum sãos desgaste de escovas . neste caso a única solução é a troca do componente.



Lampada de sinalização de carga

A lâmpada da bateria (ou mais corretamente, a lâmpada de sinalização de carga), tem função muito importante na alimentação do sistema elétrico do veículo. Caso ela esteja queimada ou com mau contato, o alternador não poderá repor a carga da bateria. O motor do carro funcionará, porém a bateria será descarregada para alimentar o motor e todos os acessórios do veiculo, que irá eventualmente parar por falta de energia.

Conexões do alternador

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B+ vai para a bateria;

D+ vai para a lâmpada do painel;

W é é para o conta-giros; (não utilizaremos)

+ para ligação de capacitor anti-ruido do rádio. (não utilizaremos)


Dependendo do modelo do alternador, se for Bosch, tem dois terminais grandes de encaixe que, na verdade, é como se fosse um, pois são ligados em paralelo para caso um dos fios se rompa e outro continua funcionando (ligado), o terminal pequeno é da luz do painel indicativa de carga.

Pegue uma bateria com pouca carga que seja. Ligue o polo negativo na carcaça do alternador, o positivo no B+. Uma lâmpada no D+ com a carcaça. Se estiver beleza vai gerar energia, no entanto a tensão terá que ser até 14,5v, e a corrente até uns 5a, para não esquentar a bateria e empenar as placas. Gire os pedais olhando um amperímetro, ou mesmo um voltímetro.

Lembrando que, a pequena corrente elétrica vindo da lâmpada do painel é quem faz o campo magnetíco inicial para que o altertador comece a gerar. Inicialmente esse D+ faz o terra para a lâmpada acender uma vez que ela recebe positivo pós chave, assim que o alternador começa gerar esse D+ fica positivo.