Angela Donini

De nuvem
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body hacking


Fazer body hacking a partir da criação e relação com as imagens é um processo de imersão que nos mobiliza para ressignificar os atravessamentos heteropatriarcais e colonizadores que ocupam nossas transculturalidade/territorialidades afroindigenas, nossos corpos e nossas vidas.

Trata-se da combinação entre o desenvolvimento de uma prática clínica com um contexto de videoprojeções que explora tanto os procedimentos do fazer cinematográfico, quanto o conteúdo e as formas de projeção.

O componente clínico vem especialmente da inspiração no trabalho feito por Lygia Clark a partir da clínica dos objetos relacionais. O sentido prático desta busca e encontro com Lygia tem a ver com as investigações que ela fez no processo que foi intensificando em sua obra artística onde, a eliminação do lugar de espectadora, a obra não admite qualquer tipo de posição de exterioridade, sentido que aqui diretamente diz respeito à posição colonizadora, assim, o envolvimento com a imagem projetada convoca a experiência corporal como condição de realização da obra.

Neste percurso o tema relacionado aos modos de subjetivação partirá de uma ruptura com a questão do retorno ao sujeito para considerar novas relações entre criação e resistência, trata-se portanto, de percorrer caminhos relacionados à instauração de mundos possíveis nos quais as dimensões micropolíticas implicadas revelem-se em sua condição de potências produtoras de alteridade. Provocar rupturas com os procedimentos imagéticos que atuam nos traços da memória colonizada, e com isso não remeter mais a linguagem a objetos enumeráveis e combináveis, tampouco a vozes emissoras, produzir deslocamentos que processem limites imanentes à ancestralidade que nos atravessa, e que as tentativas heteropatriarcais colonizadoras forçosamente tentam oprimir e silenciar.

No texto “O esgotado”, a partir das obras de Beckett, Deleuze fala é que algo, visto, ou ouvido, chama-se imagem, visual ou sonora, desde que liberada das cadeias em que as duas outras línguas a mantinham. Não se trata de imaginar um todo a partir de uma língua, que ele vai chamar de língua I, que seria de imaginação combinatória e manchada de razão e, nem de inventar histórias ou inventariar lembranças com o que ele vai chamar de língua II que seria a imaginação manchada de memória. Estamos portanto, diante do despedaçar de todas as aderências da imagem para atingir o ponto “Imaginação Morta Imaginem”. E Deleuze destaca o difícil que é criar uma imagem pura, não manchada, apenas uma imagem, para se chegar ao ponto em que ela surge em toda sua singularidade sem nada guardar de pessoal, nem de racional. Icamiabas:

Descrição dos procedimentos Desprogramar o corpo: como procedimento I o que é feito é uma proposta de desprogramação do corpo a partir do deslocamento das posturas tradicionais de clínica e de


Retirar as camadas que acumulam e bloqueiam nossa respiração Body hacking Prisma do nosso corpo Desapego Abrir mão Inimigo espiritual é a identidade Dispositivos anti neurose